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Sofá Reciclagem: Patchwork de Jeans e pufe de resíduo

No final do ano decidimos que o sofá trambolhoso seria mais útil no apê do irmão, porque precisávamos de mais espaço (sabe aqueles sofás que tem braço gigantesco que só serve pra tirar lugar, ali sentariam mais duas pessoas?).  Era pra ser daqueles que viram cama, mas desdobrar ele era tão trabalhoso, que nem o conforto compensava, porque o bendito era ruim pras costas.

Aí passamos uns meses sentando sobre cobertores e travesseiros velhos aqui em casa até decidir o que fazer. Mas que nós íamos fazer, ah se íamos.

Nas festas de Ano Novo receberíamos visitas, e era hora de agilizar a ideia do sofá. Claro que no começo as ideias fervilhavam, encosto reclinável, pirirí-parará. Aí começa a colocar a mão na massa e a coisa não é bem assim.

A estrutura nós mesmos fizemos, mas só de contar a história aqui já começo a ficar cansada, do tanto difícil que foi. Isso porque tivemos 2 dias e meio para fazer. Encomendamos as ripas de madeira, mas elas vieram brutas. Tivemos que lixar e envernizar dentro de casa (dá pra imaginar a poeira?! Pois é, até hoje eu encontro poeirinha de madeira lixada com furadeira!). Aí depois fazer os furos, parafusar, pregar, limpar. Foi essa correria porque estávamos indo viajar para passar o Natal com os sogros, e na volta para o Ano Novo eles iriam ficar aqui em casa. O sofá PRECISAVA ficar pronto! Aí dois dias depois vieram as dores musculares. Poderíamos ter usado palets que cumpririam o serviço de ser sofá-cama, mas não encontramos muito fácil pela região, e tem uma madeireira bem aqui do lado de casa que entrega a domicílio sem cobrar nada a mais por isso! Sem falar nos cupins, pegamos logo uma madeira angelim pedra, que dizem que cupim não tem muito apetite por ela. Mas é tão dura, tão dura, que deu “panca” pra furar as ripas.

O forro de jeans já era história antiga mas não consegui terminar praquela época, devo ter começado a cortar os retalhos de jeans há mais de um ano. Mas por hora, uma capa da cama resolveu o problema.

Esses pedacinhos de jeans foi tudo que minha mãe juntou nas reformas de costura que ela faz, dá pra imaginar?! Eu tinha umas 10 sacolas com isso! Aí começou mais uma empreitada: nivela, risca, corta. O trabalho do marido foi emendar um pedacinho no outro. Não que eu esteja o submetendo a trabalho escravo, nunquinha! É que ele precisa treinar pra costurar reto.

Bom, o marido até que teve boa vontade. Mas cansou rápido de costurar e sobrou pra quem? Eu só fui terminar a primeira parte em julho! A parte do outro colchão eu ainda não coloquei o zíper. Talvez pro ano que vem?

Mas consegui terminar os Pufes/encostos de crochê. Estes eu fiz com uns resíduos de malha que arranjei uns anos atrás quando meu pai trabalhou numa empresa que tecia malhas. É que a “ourela” da malha é cortada no processo de tinturaria, e sobram estes cordõeszinhos com 1 a 2cm de largura, e por ser malha eles meio que se enrolam e fica um efeito bem legal. O enchimento foi o sacrifício de todas as almofadas de casa.

E o efeito foi este aí, um sofá que vira cama de casal, ou duas de solteiro, ou uma só de solteiro. É que a outra parte do colchão não aparece porque não está pronta. Usamos uma espuma da maior densidade que a loja tinha. Eles cortaram no tamanho que a gente pediu. Não foi muito barato essa parte da espuma, mas ficou milhões de vezes mais confortável que o antigo sofá-“cama”. Sem falar que deu pra renovar o ambiente, e o ar até circula melhor pela casa. Aproveitamos o espaço sob o estrado para nossa adega de vinhos suco de uva {chiquetérremo!} E também pra estocar os pneus reserva das bicis.

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