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#9 O vestido da Daminha

Este post está um tanto atrasado, era para tê-lo publicado logo na semana posterior ao tutorial da gravata, mas a vida tem dessas coisas que nos tiram do rumo…então, retomando posts semanais! Este e o próximo post serão sobre os vestidos confeccionados com retalhos, o meu e o da nossa daminha fofinha. Era pra ser apenas um post único, mas ficou muito grande e decidi dividí-lo.

Início do ano passado recebi um desafio de uma amiga, poucos meses antes de me formar e em época de TCC. Ela queria que eu fizesse seu vestido de noiva, coisa que eu nunca tinha me imaginado fazer: roupas de festa. Confesso que nunca foi minha paixão trabalhar com estes materiais, meu negócio era malha, e a verdade é que tinha um bocado de medo, pela dificuldade de trabalhar estes materiais e minha falta de prática. Mas aceitei o desafio, ela decidiu pelo modelo, e lá se foram alguns meses de trabalho intenso e descobertas no mundo do cetim. Me bati bastante, mas aprendi muito, e o resultado foi ótimo e fiquei muito feliz em ter conseguido concluir. Como o modelo foi cortado em viés e com recortes, sobraram alguns pedaços triangulares das bordas e retalhos dos ajustes e da bainha.

Comecei o vestido da nossa daminha um mês antes do casamento, mais precisamente durante as comemorações da formatura do noivo, durante o final de semana que ficamos na pousada com nossos pais e minha madrinha. Fiz a parte mais bruta do vestido e a mãe levou para a fofinha provar, pois ela mora em outra cidade. Com os retalhos triangulares maiores  que restaram do vestido de minha amiga, cortei as partes da saia em viés com um franzido leve. No busto foram rendinhas, cuja origem explicarei no próximo post, a gola bebê e a manga fofa também foram dos retalhos de cetim, o forro da saia em oxford com aplicação de um barrado de renda. Na saia de cetim, aplicamos em degradê as florezinhas recortadas dos pedaços menores da renda que sobraram do corte do busto. As mesmas florezinhas ainda foram aplicadas no cabelo da daminha.

Neste meio tempo retomei meu vestido, que só tinha o forro do busto pronto. Aí a mãe me liga dizendo que o vestido da daminha tinha sumido, perguntou se ela tinha deixado na minha casa por esquecimento. Aqui não estava, e comecei a suar frio e rezar pro bendito aparecer! Já estava quase indo comprar tecido pra fazer outro, pois exterminei com os pedaços cosideráveis do cetim, com uma baita dor no coração, pois seria uma das únicas peças do casamento que não teria sido de reciclagem…mas fazer o que?! Alguns dias depois a mãe me liga novamente dizendo que achou a sacola com o vestido, que alguém havia guardado dentro de um armário, e ela tirou a casa abaixo procurando. Ufa! Graças à Deus!

Quando convidamos a fofinha pra ser nossa daminha, ela só dizia “Eu vo xi cazá ca Ana” e todo mundo ria do jeitinho dela. Traduzindo, ela queria dizer que iria entrar comigo no casamento. Na última hora bateu vergonha e ela entrou querendo se esconder atrás da saia do vestido! Mas mesmo assim ela tava uma fofurinha! Depois do casamento ela explicou a situação da saia pra cima: “Eu queria vê si rodava!”. Tá bom, a gente entende né!

Para o cabelo minha tia forrou uma presilha com a mesma renda do vestido e as florezinhas iguais as da saia, em cascata com miçangas “cô-di-rosa”, porque a fofinha adora “rosa-di-pinque”.

No próximo e último post da série casório, contarei como foi confeccionar um vestido de noiva a partir de retalhos, e que ainda oferecesse conforto e segurança para pedalar uma bicicleta. Quer ver? Então volta aqui semana que vem, ok?!

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